Era uma vez uma menina
Ela saiu de casa pela manhã e, quando quis voltar, não encontrou o caminho de volta… Porém, ela não se apercebeu desta condição de "perdida"! Naturalmente foi-se adaptando e continuou andando.
Mas o que aconteceu? Porque se perdeu?! Fez tantas vezes o mesmo caminho!! Verdade, mas a repetição, a familiaridade com o percurso não significa que ela estivesse plenamente no momento! No modo "piloto automático", ela estava muitas vezes a recordar momentos que já tinham passado ou a fantasiar situações futuras.
Ela tinha uma imaginação fértil (como todas as crianças!) e gostava bastante de ficar a sentir aquelas emoções que os seus "filmes" exageravam, identificando-se com aquelas personagens… perdendo por vezes a capacidade de discernir quem ela era na realidade!
E quem era ela de verdade?! No mais profundo da sua essência ela era pura LUZ e puro AMOR!! Como todas as outras pessoas que existiam à face da Terra! Um SER grandioso, sem idade, que já É e que quer apenas brilhar e expressar-SE!
Assim como uma macieira nunca dará bananas, os seres humanos também só "darão" o que estiver alinhado com as suas próprias sementes. Simples assim! Quase sempre, a confusão começa aqui: quando achamos que temos que ser iguais aos outros. Impossível!! Somos seres únicos, singulares e como tal, incomparáveis!
E naquele dia… a névoa estava mais densa e ela não percebeu qual o caminho a levaria de volta a casa…